Divagações / Digressions
Um Senhor do Ténis

Carlos Figueiredo é o decano dos jornalistas portugueses que escrevem sobre ténis. Conheço-o há muitos anos e sempre ligado à modalidade. É um andarilho que já calcorreou os quatro cantos do mundo a acompanhar os Borgs, Edbergs, McEnroes, Federers, Nadais, … Tem especial carinho pelo Open Australiano, onde já se deslocou 14 vezes.
No trato, é uma pessoa sempre correcta e delicada. Nunca vi este homem alterar-se com ninguém. Já o vi irritado, mas a irritação é mal de pouca dura. Quanto ao ténis sente uma admiração especial por dois jogadores: McEnroe e Federer. A razão é apenas e somente uma: estes dois jogadores corporizam a arte, o ténis-arte. Traçam coreografias fantásticas no corte e surgem sempre com o golpe inesperado, com uma facilidade e naturalidade tremendas. Como se jogar ténis, para eles, fosse o mesmo que respirar.
Concordo, quase a 100%, com a asserção deste velho senhor do ténis. Federer e McEnroe são arte pura e pasmo ao vê-los jogar. O quase que falta para atingir a concordância total vai para o suor. O ténis também é suor, transpiração, capacidade de sofrer. E, por isso, também admiro os «carregadores de piano» do ténis, aqueles que não são predestinados mas que com trabalho, com suor, também se alcandoraram às posições cimeiras da modalidade. Os Nadais, os Davidenkos, … e outros que tais.
Um grande abraço para o CF.

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